[Modelo] Pedido de guarda solicitada pelo pai do menor

By Abrahão Nascimento - 11:32 AM

Apresentamos modelo para que seja solicitada guarda pelo genitor
Guarda solicitada pelo pai


Apresentamos modelo de pedido de guarda solicitada pelo pai do menor. Na sistemática da legislação brasileira, é comum que a guarda do menor seja concedida à mãe. Uma série de fatores justificam tal medida. O objetivo é garantir que a criança tenha o melhor desenvolvimento possível. Todavia, em casos excepcionais, justifica-se a guarda solicitada pelo pai. 

AO JUÍZO DA ____ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DO [COLOCAR ESTADO]



  
Beltrano de tal, brasileiro, estado civil, profissão, inscrito no CPF sob o nº. XXX.XXX.XXX-XX e portador do RG de nº. XX.XXX.XXX-X, e-mail: XXXXX@XXXX, domiciliado à Rua XXXXXXXXXX, nº XXX, bairro, cidade, UF, Cep: XX.XXX-XXX, vem, por intermédio de seu advogado in fine assinado, procuração em anexo, com endereço para fins de comunicação processual sito à [COLOCAR ENDEREÇO], onde receberá intimações/notificações referentes ao feito, e-mail: XXXXX@XXXX, propor a presente demanda visando obter

GUARDA JUDICIAL

de (nome e data de nascimento da criança ou adolescente), em face da ré/mãe/pai  (colocar o nome da pessoa contra quem deseja a guarda), qualificação (colocar os dados que souber), (endereço completo), pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos:

DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
Nos termos do art. 98 e seguintes do Novo Código de Processo Civil, o autor afirma, para os devidos fins e sob as penas da Lei, não possuir condições de arcar com o pagamento das custas e demais despesas processuais sem prejuízo de seu sustento e de sua família, pelo que requerer o benefício da gratuidade de justiça.

Junta à presente comprovante de isenção de imposto de renda e informa que possui renda mensal de aproximadamente R$ XXX (COLOCAR POR EXTENSO).

DOS FATOS
O Sr. (colocar nome do pai/mãe biológicos), filho (a) dos requerentes, falecido em ___________, sem deixar bens a inventariar.  Viveu em união estável com a requerida, nascendo desta união os filhos acima identificados.

A requerida nunca cumpriu com seus deveres de mãe, sendo certo que tal papel era desenvolvido pelo pai falecido das crianças, bem como os avós paternos, ora requerentes. Com o falecimento do pai dos menores, os requerentes continuaram a criar os netos, dando-lhes toda a assistência financeira, educacional e amorosa, vivendo todos num ambiente familiar e de muito carinho e amor.

Cumpre salientar que os requerentes são pessoas íntegras, trabalhadoras e sãs, conforme atestados médicos em anexo, vivem em um ambiente familiar e saudável, estando os menores perfeitamente adaptados à convivência com os requerentes.

Não fossem os avós terem assumido os netos, hoje, com certeza, estariam vivendo em situação de risco e total desamparo, uma vez que a mãe dos menores, desde o nascimento dos filhos, nunca assumiu a maternidade.



DOS FUNDAMENTOS
A lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente, sobre a questão da guarda, dispõe:

´´Art. 33. A guarda obriga à prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais.
§ 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros.
§ 2º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção, para atender a situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável, podendo ser deferido o direito de representação para a prática de atos determinados.
§ 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciário´´.

O art. 1584, § 5º do Código Civil prescreve que:

§ 5º. Se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, deferirá a guarda a pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida, considerados, de preferência, o grau de parentesco e as relações de afinidade e afetividade.   

A jurisprudência pátria entende que ao ser concedida a guarda, devem ser observados, em primeiro lugar, os interesses dos menores, senão vejamos:

CIVIL. FAMÍLIA. GUARDA JUDICIAL PREVALECE O INTERESSE DA MENOR. Nas decisões sobre a guarda de menores, deve ser preservado o interesse da criança, e sua manutenção em ambiente capaz de assegurar seu bem estar, físico e moral, sob a guarda de pais ou de terceiros. (Resp nº 686.709 PI – 3ª Turma do STJ - Relator Ministro Humberto Gomes de Barros).

Estando, portanto, preservados os interesses dos menores e estando os requerentes com a posse dos mesmos, impõe-se a concessão do presente pedido.

Diante de todo o exposto, requer:

1 – Sejam concedidos aos Requerentes os benefícios da Justiça gratuita, por serem legalmente necessitados, nos termos da lei nº 1.060/50;

2 – A concessão liminar da guarda dos menores ao requerente, a fim de estes permaneçam na responsabilidade dos avós até a decisão final deste juízo;

3– A citação da requerida para responder, querendo, aos termos da presente ação;

4- A realização do estudo social do caso, a ser feito por profissionais especializados;

5– A designação de audiência para a oitiva dos requerentes e das testemunhas abaixo arroladas;

6– A intimação do Ilustre representante do Ministério Público;

7– Ao final, seja julgada procedente os pedidos, sendo conferida aos Requerentes a guarda dos (nome das crianças), a fim de regularizar a posse de fato.

8-Requer, ainda, a condenação da requerida ao pagamento das custas processuais e honorárias advocatícios;

9– Requer a produção de todos os meios de provas admitidas em direito, especialmente pela documental em anexo, depoimento pessoal dos requerentes, e testemunhal abaixo arrolada.

Dá-se à presente causa o valor de R$ ...

Nestes termos,
Pede deferimento.

Local e data
Assinatura
OAB

Rol de Testemunhas (se houver): 

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